História e Cultura de Cabo Verde
História
Cabo Verde foi
descoberto pelos portugueses no ano de 1460. Há quem diga que povos Árabes já
haviam estado nas ilhas a procura de sal que, na época, era considerada uma
especiaria, mas não existem documentos que comprovem essa teoria.
A primeira ilha
descoberta foi a ilha de Boa Vista, nome dado pelos portugueses em consequência
do longo tempo que permaneceram no mar, sem nenhuma referência de terra. Em
seguida, foram chegando às outras ilhas, cujos nomes são de santos
correspondentes aos dias nos quais aportaram. Assim eles chamaram Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia, São Nicolau, Santiago. A ilha do Sal assim foi
denominada por causa das grandes salinas existentes. A ilha de Maio por que chegaram no Mês de Maio; Fogo, por ter um vulcão, que se supõe estar em
atividade, no momento da chegada dos descobridores. A ilha Brava, assim foi denominada, por causa do aspecto, um
tanto quanto hostil. Como o arquipélago era desabitado, os portugueses deram
início ao povoamento. Foi povoado por arquipélagos nativos da costa ocidental
da África, genoveses e portugueses.
Por ocupar uma
situação privilegiada, na encruzilhada entre os três continentes, Europa,
América e África, Cabo Verde foi um entreposto importante para os portugueses
no chamado tráfico negreiro. Os escravos eram capturados, e levados para o
arquipélago de onde seguiam mais tarde para trabalhar nas produções de
cana-de-açúcar, café e algodão no Brasil e nas Antilhas.
Em Cabo Verde, foi
erigida a primeira cidade construída por europeus nas colónias, a cidade de
Ribeira Grande. Ficou ativa por mais de três séculos, antes que a capital fosse
transferida para cidade de Praia, capital de Cabo Verde dos nossos dias.
O país tornou-se
soberano nos anos setenta, mais propriamente no ano de 1975, após mais de uma
década de luta armada nas selvas da Guiné Bissau. O período pós-independência
foi governado por um regime de partido único que esteve no poder até 1991, ano
em que o país optou pelo regime multipartidário. A população era em 1991 de 350
mil habitantes, sendo as ilhas de Santiago, Santo Antão e São Vicente as de
maior número de habitantes. Hoje, a população de Cabo Verde é de 400 mil
habitantes, repartidos pelas 9 ilhas habitadas. Agrupam-se em dois conjuntos
definidos pela sua posição em relação aos ventos predominantes, o de Barlavento
(Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia, S. Nicolau, Sal, Boa Vista e os ilhéus
de Branco e Raso) e o de Sotavento (Maio, Santiago, Fogo, Brava e os ilhéus
Secos ou do Rombo).
Fontes:
Portal do Governo de Cabo Verde
Portal do Governo de Cabo Verde
Cultura
A cultura de Cabo
Verde possui características singulares. É “mestiça”, como a sua população,
numa das misturas mais originais e criativas do continente africano. No período
colonial, a pintura não teve particular expressão. Segundo o Instituto das
Comunidades de Cabo Verde, esta ganha relevância após a independência do país,
altura em que a cultura autóctone foi incentivada. Vieram “gritos de liberdade
e de busca de raízes, na qual imperou a febre do nacionalismo revolucionário”,
que se refletiram nesta forma de expressão. Com a abertura do país ao mundo, a
pintura evolui, ganhando rasgos de modernidade e dinamismo.
Não é apenas a pintura que reflete a vida e as raízes de um país, também o artesanato espelha o quotidiano da população. A cestaria em caniço, a tecelagem em algodão, o barro vermelho e a tapeçaria são áreas em que se retratam as manifestações culturais, assim como o barro vermelho. Também os trabalhos com casca de coco, o batik, a bijutaria com conchas e as bonecas de trapos expressam a criatividade dos artistas do país.
Não é apenas a pintura que reflete a vida e as raízes de um país, também o artesanato espelha o quotidiano da população. A cestaria em caniço, a tecelagem em algodão, o barro vermelho e a tapeçaria são áreas em que se retratam as manifestações culturais, assim como o barro vermelho. Também os trabalhos com casca de coco, o batik, a bijutaria com conchas e as bonecas de trapos expressam a criatividade dos artistas do país.
No artesanato e nas
artes plásticas destacam-se nomes como Leão Lopes, Kiki Lima, Tchalé Figueira,
Bela Duarte, Luísa Queiroz e Manuel Figueira, entre tantos outros.
Nas composições musicais, os eventos socioculturais que mais se fazem sentir são o Carnaval, a passagem de ano, as festas de romaria e outras festas tradicionalmente religiosas, como a do Natal, a de S. João e de outros momentos que dizem respeito aos chamados padroeiros das diversas ilhas e localidades. Nesta como noutras áreas, as influências externas fazem-se sentir, dado tratar-se de um país de emigrantes. Nomes como Cesária Évora e Tito Paris são embaixadores no mundo de Cabo Verde.
Para além de ser um país de emigrantes, este é também um país de poetas, símbolo do espírito de aventura dos cabo-verdianos. Nesta área sobressaem nomes como Manuel Lopes, Arnaldo França, Jorge Barbosa, entre outros.
Nas composições musicais, os eventos socioculturais que mais se fazem sentir são o Carnaval, a passagem de ano, as festas de romaria e outras festas tradicionalmente religiosas, como a do Natal, a de S. João e de outros momentos que dizem respeito aos chamados padroeiros das diversas ilhas e localidades. Nesta como noutras áreas, as influências externas fazem-se sentir, dado tratar-se de um país de emigrantes. Nomes como Cesária Évora e Tito Paris são embaixadores no mundo de Cabo Verde.
Para além de ser um país de emigrantes, este é também um país de poetas, símbolo do espírito de aventura dos cabo-verdianos. Nesta área sobressaem nomes como Manuel Lopes, Arnaldo França, Jorge Barbosa, entre outros.
1 comentário:
Gostei de ler.
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